A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, traz preocupações para a distribuição global de medicamentos. O Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de observar atentamente o impacto desse conflito na cadeia de suprimentos.
"Toda a guerra faz mal à saúde. Ela mata pessoas, mata inocentes, destrói unidades de saúde e ela pode afetar a cadeia de distribuição global", afirmou Padilha durante uma visita ao Hospital Universitário de Brasília.
O ministro participou de um mutirão de exames e cirurgias para mulheres do Sistema Único de Saúde, onde reforçou que, até então, a logística de distribuição de medicamentos não sofreu impacto financeiro significativo.
Desde o início dos combates, no fim de fevereiro, a guerra tem afetado especialmente o suprimento de petróleo, essencial para vários setores, incluindo o farmacêutico. O preço do barril atingiu 120 dólares, elevando a volatilidade do mercado. A dificuldade no transporte pelo Estreito de Ormuz, importante rota controlada pelo Irã por onde passa 25% do petróleo mundial, intensifica essa preocupação.
Padilha revelou ter dialogado com autoridades da China e da Índia sobre as implicações do conflito nas rotas dos insumos médicos.
"Esse risco existe. A base inicial de muitos medicamentos é de produtos derivados do petróleo. Então, se você tem um aumento do preço do petróleo internacional, se você dificulta a chegada do petróleo nos países que mais fazem essas matérias-primas, como a China e a Índia, a guerra pode afetar isso", ressaltou o ministro.